A melatonina é amplamente conhecida como o hormônio indutor do sono, mas suas funções vão muito além da regulação do ciclo sono-vigília. Ao longo da vida, sua produção apresenta dois picos importantes: o primeiro ocorre entre os 9 e 10 anos de idade e o segundo entre os 17 e 18 anos.
Segundo a médica integrativa e regenerativa Martha Barbosa, a principal fonte de melatonina é a glândula pineal, localizada no cérebro. Ela é responsável por liberar o hormônio na corrente sanguínea, principalmente durante a noite, em resposta à ausência de luz, sinalizando ao organismo que é hora de dormir.
No entanto, as células do trato gastrointestinal, especialmente no intestino, também sintetizam melatonina. Nesse caso, sua atuação é local, funcionando como antioxidante, sem participar diretamente da regulação do sono.
“A melatonina é considerada um antioxidante extremamente potente, com capacidade superior a antioxidantes clássicos como a vitamina C e a vitamina E, contribuindo para a proteção celular e o combate ao estresse oxidativo.”
Apesar de sua importância, trata-se de um hormônio que entra em declínio de forma relativamente precoce. Por volta dos 30 anos, a produção de melatonina corresponde a cerca de 50% do que era produzido aos 15 anos, e essa redução continua de maneira progressiva com o avanço da idade.
Por esse motivo, em muitos casos, a suplementação de melatonina torna-se necessária, especialmente quando há sinais de deficiência, como dificuldade para iniciar o sono de forma natural. A médica ressalta, no entanto, a importância do acompanhamento médico adequado, para que as doses sejam ajustadas corretamente a cada caso.
Fisiologicamente, a glândula pineal produz quantidades muito pequenas de melatonina, em torno de 500 microgramas (mcg) durante a noite. Dessa forma, uma suplementação considerada fisiológica costuma variar entre 300 mcg a 1 mg ou até 2 mg, sempre de forma individualizada.
“Doses acima desses valores podem causar efeitos adversos, como sonolência excessiva ao despertar, o que frequentemente leva à interrupção de uma suplementação que, quando bem indicada, é de grande importância para a saúde global.”
@dra.marthabarbosa






