Em uma escala de 0 a 10, quão presente está o verde nos espaços que você frequenta? A busca por ambientes que provoquem sensação, acolham e criem vínculos reais com quem os ocupa vem aumentando cada vez mais, assim, o verde passa a ser parte central dessa construção, não como detalhe, mas como elemento que interfere diretamente na forma como o espaço é percebido.
O design biofílico ganha protagonismo, com a proposta de reaproximar as pessoas da natureza mesmo em contextos urbanos, incorporando elementos naturais, ou referências a eles, na arquitetura e no design de interiores. Essa presença pode interferir na percepção, no comportamento e até na permanência das pessoas nos ambientes.
Estudos mostram que essa presença impacta diretamente a forma como as pessoas se sentem nos ambientes. O relatório internacional “Human Spaces: O impacto global do design biofílico no local de trabalho” aponta que espaços com elementos naturais podem aumentar o bem-estar em até 15%, além de elevar a criatividade no mesmo índice e melhorar a produtividade em cerca de 6%.
No cenário nacional, esse movimento também se conecta a um dado estrutural, segundo o IBGE, mais de 85% da população brasileira vive em áreas urbanas. Isso significa menos contato direto com a natureza no cotidiano e, consequentemente, uma demanda maior por soluções que reintroduzam esse elemento dentro dos espaços construídos.
Apesar desse interesse crescente, a aplicação do paisagismo natural encontra limites práticos. Ambientes internos com pouca iluminação, projetos comerciais com alta rotatividade ou locais que exigem manutenção reduzida acabam restringindo o uso de vegetação viva. Diante dessas condições, o paisagismo permanente começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante.
Com o avanço tecnológico, folhagens artificiais atingiram níveis de realismo que ampliam significativamente as possibilidades de uso. O verde deixa de ser apenas decorativo e passa a ser planejado como parte da arquitetura, ocupando paredes, tetos e estruturas que antes não comportariam vegetação natural. A previsibilidade estética também se torna um diferencial importante, principalmente em projetos onde a identidade visual precisa ser mantida ao longo do tempo.
A arquitetura contemporânea acompanha esse movimento ao incorporar o sensorial como parte do projeto. Ambiente comerciais, por exemplo, utilizam o verde para estimular permanência e criar experiências mais envolventes. Um levantamento do SEBRAE destaca que espaços com apelo sensorial mais forte tendem a aumentar o tempo de permanência do cliente, impactando diretamente a percepção de valor e até a decisão de consumo.
Constância visual, nesse contexto, deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser estratégica. Projetos que utilizam paisagismo permanente conseguem manter padrão, cor e volumetria independentemente de fatores externos, o que se torna essencial em ambientes corporativos e comerciais que trabalham com construção de marca.
Mesmo com toda a evolução técnica, o resultado final continua dependendo de um fator insubstituível: o olhar huma-no. A escolha das espécies, a composição dos volumes e a intenção estética seguem sendo determinantes para criar um ambiente que dialogue com quem o ocupa, evitando uma aparência artificial e construindo uma leitura mais orgânica.
É dentro dessa lógica que a Florali Garden se posiciona como uma marca que traduz essa transformação através do olhar da paisagista Layra Fernanda Maciel, que observa uma mudança clara na forma como os projetos são pensados
hoje.
“Hoje, o paisagismo deixou de ser apenas um recurso visual e passou a ser uma ferramenta de experiência. Quando pensamos em projetos contemporâneos, buscamos criar ambientes que transmitam acolhimento, bem-estar e pertencimento. Dentro do paisagismo permanente, isso se potencializa ainda mais, porque conseguimos levar o verde para locais onde o natural não seria viável, garantindo essa experiência sensorial de forma continua, sem depender de fatores externos como luz ou manutenção constante.”
A consolidação desse tipo de solução também acompanha uma mudança de comportamento. Não se trata apenas de estética ou tendência, mas de uma necessidade cada vez mais evidente de equilibrar a rotina urbana com elementos que tragam sensação de pausa e conexão.
“Hoje, eu vejo muito mais como uma necessidade do que uma tendência. Vivemos uma rotina cada vez mais intensa e o contato com o verde se tornou essencial para equilibrar esse ritmo. O paisagismo permanente entra como uma solução inteligente, porque permite levar essa presença para qualquer tipo de espaço, mantendo estética, durabilidade e experiência sensorial.”
O verde deixa de ocupar apenas jardins e áreas externas e passa a fazer parte da experiência cotidiana, integrado à arquitetura, à identidade dos espaços e à forma como as pessoas vivem e percebem os ambientes.
@floraligarden







