Você já se perguntou como está ocupando o seu tempo? A rotina corrida, o excesso de telas e a falta de lazer fazem com que muita gente deixe o corpo em segundo plano. Mas o impacto aparece rápido, resultando em menos disposição, mais cansaço e dificuldade de manter o ritmo do dia a dia. Para Tatiana Aquino, o movimento nunca foi apenas uma questão de saúde física, mas parte da forma como ela se organiza e se mantém bem.
Em muitos casos, o corpo começa a dar sinais antes mesmo da pessoa perceber, com queda de rendimento, dificuldade de concentração e até irritação ao longo do dia. São respostas diretas de uma rotina que exclui o movimento.
“A atividade física sempre fez parte da minha rotina e representa mais para mim do que apenas estar em movimento. Representa saúde mental além da saúde física, colocar a cabeça no lugar, desenvolver a percepção do próprio corpo e deixar a mente alerta para melhorar no trabalho e nas funções do dia a dia.”
Essa relação aparece diretamente na energia ao longo do dia. Quem se movimenta com frequência tende a se sentir mais disposto. Na prática, isso acontece porque o corpo responde ao exercício com uma série de ajustes importantes, melhora do humor, mais circulação, sono mais regulado e menos fadiga mental. O curioso é que o sedentarismo costuma gerar o efeito oposto, aumentando a sensação de cansaço ao longo do dia.
O corpo desacostumado ao movimento tende a economizar energia, enquanto o corpo ativo se adapta para produzir mais. Esse contraste ajuda a explicar por que muitas pessoas esperam “ter mais energia” para começar a se exercitar, quando, na verdade, é o movimento que produz essa energia. Mesmo assim, encaixar o exercício na rotina ainda é uma dificuldade comum. Falta de tempo costuma ser a principal justificativa, mas, segundo Tatiana, o caminho começa com uma mudança simples.
“O primeiro passo chama-se organização. Separar um horário do dia para a atividade física e levar esse horário como se fosse um compromisso de trabalho, até que essa obrigação se torne o momento mais prazeroso do seu dia.”
No caso dela, esse hábito vem desde cedo. Tatiana conta que sempre teve uma rotina ativa, praticando diferentes esportes e passando a infância em movimento, com atividades simples como andar de bicicleta brincar na rua e jogar bola. Construir essa vivência cria uma memória corporal, onde o corpo reconhece o movimento como algo natural, e não como esforço.
Esse incentivo desde a infância faz diferença. O contato com o movimento nessa fase ajuda a construir uma relação mais natural com o corpo, sem a ideia de obrigação que muitas vezes aparece na vida adulta. Quando esse hábito não é desenvolvido cedo, o início tende a ser mais difícil, mas não impossível, o corpo responde em qualquer fase, desde que exista constância.
Hoje, o cenário mudou. O tempo em frente às telas aumentou e isso tem reflexo direto no corpo e nos hábitos.
“O avanço da tecnologia está sendo um grande passo para a humanidade, porém tem suas desvantagens. As pessoas ficam mais tempo paradas em frente as telas e, com isso, principalmente os mais jovens, estão trocando as brincadeiras ou a atividade física por jogos online, ficando mais sedentários e impactando na saúde.”
Esse comportamento acaba criando um ciclo silencioso, afinal, quanto menos o corpo se movimenta, menor é a disposição e, com menos energia, mais difícil fica retomar uma rotina ativa. Por isso, pequenas mudanças já fazem diferença, como pausas ao longo do dia, caminhadas curtas ou qualquer atividade que tire o corpo da inércia. São ajustes simples, mas que quebram o padrão de longos períodos parado e isso já muda a resposta do corpo.
Encontrar equilíbrio entre trabalho, descanso e movimento ainda é um desafio constante. Não existe fórmula pronta, mas existe ajuste. Tatiana explica que organiza a rotina com horários e metas e que, muitas.
Estar em movimento e fazer atividade física é o meu modo de vida. É o jeito que me vejo no mundo. Quando não estou trabalhando, gosto de me desafiar e me manter em movimento. Mesmo com o dia a dia corrido e o cansaço, esse continua sendo o meu maior desafio.”
O primeiro passo é entender que a mudança de percepção é o ponto mais importante, ou seja, parar de enxergar o exercício como mais uma tarefa e começar a entendê-lo como parte do cuidado com o próprio funcionamento do corpo e da mente.
Depois, reorganizar prioridades é o próximo desafio. Não deixe que o movimento seja algo que “sobra” no dia, ele precisa passar a ocupar um espaço definido dentro da rotina.
E, quando isso acontece, o impacto, além da disposição física, aparece na clareza mental, na qualidade do sono, na forma como o dia começa e termina. Aos poucos, o corpo responde e a rotina também. O resultado vem repetição, e é nessa repetição que o movimento deixa de ser esforço e passa a ser parte da vida.
@tatianaaquinorebel







