Você está se escutando?

Com um olhar integrativo, a Dra. Cinthia Gomes construiu uma atuação voltada especialmente para o cuidado com mulheres, unindo saúde, identidade, emoção e espiritualidade. Sua escolha revela um direcionamento claro, que é acolher mulheres em processos de reconexão consigo mesmas, olhando para além dos sintomas e considerando a complexidade de cada história.

Em entrevista exclusiva à Revista Fever, Cinthia revela seu percurso profissional, mas também a mulher por trás da sua trajetória, suas escolhas e o propósito que guia seu caminho.

Fever: Antes da profissional que todos conhecem hoje, quem era a Cinthia Gomes? Como começou a sua história?

Cinthia: Antes da profissional, existia uma mulher em busca de sentido. Eu sempre fui muito dedicada, disciplinada, mas também inquieta… com aquela sensação de que só seguir o caminho tradicional não era suficiente. A medicina entrou na minha vida como um chamado para cuidar, mas, com o tempo, eu percebi que cuidar ia muito além de tratar sintomas.

Minha história começa quando eu entendo que saúde não é só corpo: é identidade, é emoção, é espiritualidade. E foi a partir dessa consciência que a profissional que as pessoas conhecem hoje começou a nascer.

Fever: Existe algum momento da sua vida que você considera um divisor de águas na sua trajetória profissional?

Cinthia: Sim. O momento em que eu parei de tentar caber no que esperavam de mim e comecei a construir quem eu realmente era.

Quando eu deixei de ser apenas mais uma médica tecnicamente boa e passei a assumir meu olhar mais integrativo, mais profundo, mais feminino. Isso mudou tudo: minha prática, minha comunicação, meu posicionamento.

Foi quando eu entendi que autoridade não vem só do conhecimento.. vem da coragem de sustentar a própria verdade.

Fever: O que te motivou a seguir o caminho que você escolheu na carreira? Foi algo planejado ou a vida foi te conduzindo?

Cinthia: Foi uma mistura dos dois: decisão e condução. Eu sempre fui muito estratégica, mas também muito sensivel aos sinais da vida. Cada experiência, paciente e frustração, foi me mostrando que eu precisava ir além do modelo tradicional.

Eu não escolhi só uma especialidade. Eu escolhi um propósito: ajudar mulheres a se reconectarem com o próprio corpo, com a própria identidade e com Deus. E isso foi sendo construído, passo a passo.

Fever: Quem foram as pessoas que mais influenciaram a sua caminhada até aqui?

Cinthia: Foram perfis: mulheres fortes, como minha mãe sempre foi, donas de si, mas femininas. Profissionais que uniam competência com presença. Pessoas que tinham clareza de propósito.

E também, talvez principalmente, as minhas pacientes. Elas me ensinaram que por trás de cada sintoma existe uma história, uma dor silenciosa, uma desconexão. E isso moldou completamente a forma como eu atuo hoje.

Fever: Em meio à rotina profissional, o que você faz para se reconectar consigo mesma e manter o equilibrio?

Cinthia: Eu aprendi que, se eu não me priorizar, eu me perco. Minha reconexão passa por silenciar, por momentos com Deus, por cuidar do meu corpo, por desacelerar intencionalmente. E sobre criar espaço. Equilibrio, pra mim, é presença consciente.

Fever: Existe algum desafio que você enfrentou no inicio da carreira que hoje olha com orgulho por ter superado?

Cinthia: Sim, o medo de não ser aceita ao sair do padrão. No início, é muito mais confortável seguir o que todo mundo faz. Quando você decide pensar diferente, comunicar diferente, se posi-clonar, você se expõe.

Mas hoje eu olho pra isso com orgulho, porque foi exatamente esse movimento que construiu a profissional que eu sou hoje.

Fever: Como você descreveria a Cinthia Gomes fora do ambiente de trabalho? O que gosta de fazer no tempo livre?

Cinthia: Eu sou uma mulher que valoriza profundidade. Gosto de momentos mais intimos, de conversas que têm sentido, de estudar, de refletir, de estar presente. Também gosto de cuidar de mim, da minha rotina, do meu corpo – porque isso faz parte de quem eu sou.

Não é uma separação entre vida pessoal e profissional, é uma continuidade da mesma essência.

Fever: O que mais te inspira hoje, tanto na vida pessoal quanto na profissional?

Cinthia: O processo de transformação. Ver uma mulher se reencontrando, no corpo, na autoestima, na identidade, na fé. Isso me move profundamente!

E, pessoalmente, me inspira saber que eu ainda estou em construção. Que sempre existe um próximo nivel de consciência, de maturidade, de entrega.

Fever: Ao olhar para tudo o que já construiu, o que mais te emociona ou te dá sensação de missão cumprida?

Cinthia: As vidas que foram tocadas. Não é sobre números, é sobre mensagens, relatos, mudanças reais. Mulheres que voltaram a se reconhecer, a se respeitar, a se posicionar. Isso, pra mim, tem um valor que não se mede.

Fever: Que conselho você daria para quem esta começando agora e se inspira na sua trajetória?

Cinthia: Não tente ser aceita, construa quem você é. Busque conhecimento, sim. Mas também desenvolva identidade. Porque o que te diferencia não é só o que você sabe, é como você enxerga, como você sente, como você comunica.

E, principalmente, não se desconecte de si mesma no processo. Sucesso sem identidade cobra um preço alto.

@dracinthiagomesrl