Na rotina acelerada, a dor nas costas costuma ser tratada como algo comum, um incômodo passageiro, resolvido com descanso ou medicação. No Instituto Martini Piassi, conduzida pelo Dr. Eduardo Piassi e pela Dra. Lara Martini Siqueira, esse é justamente o ponto de atenção: quando ignorada, a dor pode evoluir e revelar condições mais complexas. É a partir dessa escuta clínica que eles chamam atenção para sinais que, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia.
“Alguns sinais exigem atenção imediata: dor que irradia para braços ou pernas, formigamento, perda de força, alteração de sensibilidade ou dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia. Outro ponto-chave é a dor que não responde às medidas habituais e passa de três meses, ela já não é mais apenas mecânica, é um sinal de que há algo mais profundo em curso.”
A dor na coluna tem se tornado um reflexo direto do estilo de vida contemporâneo. Longas jornadas sentado, uso excessivo de telas, sedentarismo e níveis elevados de estresse criam um cenário propicio para o surgimento e agravamento dessas condições.
“Esse conjunto cria um ambiente perfeito para sobrecarga musculoesquelética e disfunções da coluna. Fraqueza muscular, ergonomia inadequada, movimentos repetitivos e privação de sono formam uma combinação silenciosa, porém altamente impactante.”
O problema se intensifica quando a dor é negligenciada. Muitos pacientes convivem com o desconforto por anos, adaptando sua rotina às limitações, sem investigar a causa. Esse atraso no diagnostico pode tornar o tratamento mais complexo ao longo do tempo.
Nesse cenário, a dor deixa de ser apenas um sintoma e passa a atuar como um processo progressivo. Quando não tratada, tende a evoluir, tornando-se mais difícil de controlar. Ao longo do tempo, o próprio sistema nervoso pode se tornar mais sensível, ampliando a percepção da dor e reduzindo a mobilidade. O paciente entra, então, em um ciclo marcado por limitações físicas, medo de se movimentar e perda de funcionalidade.
Além disso, alterações estruturais podem avançar, aumentando a complexidade do tratamento no futuro. Um dos pontos mais negligenciados é que esse tipo de dor também impacta diretamente o sono, o humor, a cognição e a qualidade de vida. A dor passa a interferir na forma como a pessoa vive, trabalha e se relaciona com a própria rotina, criando um impacto que ultrapassa o corpo e atinge o cotidiano como um todo.
Mesmo com o avanço da medicina, a ideia de cirurgia ainda gera receio. No entanto, novas técnicas vêm transformando essa percepção, tornando os procedimentos mais seguros e menos invasivos.
“A cirurgia endoscópica da coluna representa um dos avanços mais sofisticados da neurocirurgia moderna. Trata-se de uma técnica minimamente invasiva, realizada por meio de pequenas incisões, muitas vezes menores que um centímetro, com auxilio de uma câmera de alta definição que permite acesso preciso às estruturas da coluna, preservando ao máximo os tecidos ao redor. É indicada principalmente em casos como hérnia de disco, compressões nervosas e algumas formas de estenose do canal vertebral, sempre após avaliação criteriosa “
Esse tipo de abordagem também traz impactos importantes no processo de recuperação. Por ser menos invasiva, há menor agressão aos tecidos, redução significativa da dor no pós-operatorio e um retorno mais rápido às atividades do dia a dia. O tempo de internação tende a ser menor e, ao preservar melhor a anatomia da região, também se reduz o impacto funcional a longo prazo. Trata-se de uma mudança de lógica no tratamento: manter a eficácia, mas com o mínimo de intervenção possível.
Antes de chegar à cirurgia, no entanto, o tratamento adequado pode evitar a progressão de muitos quadros. E nesse contexto que modelos especializados de atendimento ganham espaço, como o da Doutor Hérnia, que passou a atuar recentemente em Campos dos Goytacazes.
“A Doutor Hérnia é uma clínica de fisioterapia especializada no tratamento da coluna vertebral e da hérnia de disco.
É uma franquia consolidada, com mais de 300 unidades distribuídas pelo Brasil e América Latina. O grande diferencial esta em oferecer um tratamento baseado em metodologia própria, patenteada. desenvolvida exclusivamente para esse tipo de condição, o que traz mais precisão e direcionamento desde o início.”
O modelo se baseia na individualização do tratamento. Já na primeira avaliação, o paciente é classificado em um dos três perfis clínicos definidos pela metodologia, o que permite direcionar o protocolo de forma especifica para o tipo de alteração apresentada. Essa abordagem evita tratamentos genéricos e aumenta significativamente as chances de um resultado mais eficaz. O acompanhamento também é continuo, com ajustes progressivos ao longo do processo, respeitando a evolução e as limitações de cada paciente.
Esse olhar mais direcionado faz com que o tratamento deixe de ser padronizado e passe a considerar a singularidade de cada caso, o que impacta diretamente na qualidade dos resultados.
“Mais de 90% dos pacientes apresentam melhora clínica com o método, evitando, na grande maioria dos casos, a necessidade de cirurgia.”
O que começa como um incômodo pode ser o primeiro alerta de um processo mais complexo, e, quanto antes ele é compreendido, maiores são as chances de um tratamento eficaz, menos invasivo e com melhor qualidade de vida. Ignorar a dor pode parecer mais simples no início, mas escutar o corpo, na maioria das vezes, é o que define a diferença entre um quadro passageiro e um problema que se prolonga.
@dralaramartini
@dreduardopiassi







