Em um cenário onde a política muitas vezes parece distante da população, a Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes busca reposicionar seu papel e voltar a ser a “casa do povo”. É a partir dessa perspectiva que o presidente da Câmara, Fred Rangel, apresenta os caminhos e prioridades do Legislativo para este ano, com foco em diálogo, transparência e aproximação com a população.
“A Câmara é o elo entre a população e o Executivo. O vereador também exerce a função de fiscalizar e garantir que as políticas públicas cheguem, de fato, a quem precisa. Esse papel ganha ainda mais relevância em um momento em que a confiança nas instituições passa diretamente pela capacidade de escuta e resposta às demandas da sociedade.”
Entre os principais pontos estão as discussões orçamentárias, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que orientam os investimentos do município ao longo do ano. Ao mesmo tempo, projetos já aprovados indicam um movimento de atenção a demandas concretas da cidade.
A criação do Fundo Municipal da Defesa Civil, por exemplo, surge como resposta aos impactos recorrentes dos períodos chuvosos em regiões como Santo Eduardo, Rio Preto e Imbé, permitindo uma resposta mais ágil em situações de emergência. Já o Fundo Municipal dos Direitos do Idoso aponta para uma mudança de olhar sobre essa parcela da população, reconhecendo seu papel ativo e a necessidade de políticas públicas mais específicas.
Outro ponto de destaque é o avanço de iniciativas voltadas à transparência e ao uso consciente da informação. Um dos projetos recentes busca fortalecer mecanismos de controle e ampliar o acesso da população aos atos públicos, em um contexto onde a informação, e a forma como ela circula.
Mas, para além das pautas, há uma mudança que se dá no próprio funcionamento interno da Câmara. Segundo Fred Rangel, o último ano foi marcado por um esforço de reconstrução do diálogo entre os vereadores, elevando o nível dos debates e criando um ambiente mais equilibrado.
“Havia uma percepção de distanciamento entre a Câmara e a população. Trabalhamos para mudar isso, começando de dentro”, afirma. Esse movimento, segundo ele, já começa a refletir fora do plenário, tanto na participação popular quanto na forma como o Legislativo tem sido percebido.
A proposta, agora, é consolidar esse caminho e afirmar a Câmara como um lugar de escuta, mediação e presença ativa na cidade.






