Quando se fala em cirurgia plástica, o resultado costuma ser associado à estética perfeita e imediata, sem muitas burocracias na cicatriz pós-cirurgia. Porém, o sucesso da cicatrização bem feita vai além do que o simples fechamento da pele, ele envolve o acompanhamento indispensável e contínuo com a fisioterapia especializada, promovendo não apenas o fechamento da cicatriz, mas a correta recuperação dos tecidos.
Segundo a fisioterapeuta Flávia Miranda, uma cicatrização adequada garante que os tecidos se recuperem de forma organizada, preservando elasticidade, mobilidade, qualidade estética e simetria corporal. Além disso, reduz significativamente o risco de complicações como fibroses, retrações e aderências, que podem comprometer tanto o aspecto visual quanto o conforto do paciente.
A deiscência, que é a abertura parcial ou total de uma ferida que já estava em processo de cicatrização, pode ocorrer em função de tensão excessiva nos tecidos, edema, alteração da circulação ou infecção. Esse quadro demonstra que a cicatrização não é um processo automático e precisa de condução adequada. O fisioterapeuta com formação e capacitação específicas na área de cicatrização e tratamento de feridas está apto a atuar tanto na prevenção quanto no manejo da lesão já instalada, por meio da avaliação criteriosa dos tecidos, controle do edema, melhora da circulação e aplicação de recursos terapêuticos baseados em evidências científicas, contribuindo para uma cicatrização mais segura e eficiente. A profissional afirma que o acompanhamento fisioterapêutico atua de maneira individualizada, respeitando cada fase da cicatrização.
“O papel da fisioterapia é controlar o edema, organizar o colágeno, prevenir aderências e fibroses e favorecer uma recuperação segura, funcional e duradoura.”
A presença de um profissional qualificado ao longo do pós-operatório é decisiva para preservar o resultado cirúrgico ao longo do tempo. Isso porque, mesmo quando a cicatriz externa já está fechada, o corpo pode ainda não ter concluído sua recuperação completa. Nesses casos, os tecidos profundos seguem em processo de reorganização, o que pode gerar rigidez, sensação de repuxamento, alterações de sensibilidade e desconfortos tardios, que surgem mesmo após meses da cirurgia.
Para a especialista, o resultado apenas visível é estético e imediato. Já uma recuperação bem conduzida envolve tecidos saudáveis, funcionais e estáveis ao longo do tempo, sem dor ou limitações. “O sucesso cirúrgico se constrói além do centro cirúrgico, com condução pós-operatória baseada em conhecimento, técnica e cuidado especializado.”, finaliza Flávia.
@flaviamirandafisio






