Atualmente, temos a sensação de que todo mundo vive cada vez mais cansado, sem motivação, apenas seguindo o fluxo mesmo se sentindo exausto. E, de fato, estamos, principalmente pelo excesso de informação, demandas e cobranças. Segundo a psicóloga Flávia Longo, esse quadro é chamado de fadiga emocional e geralmente surge quando a pessoa está submetida a um nível prolongado de estresse, pressão ou responsabilidades, sem tempo adequado para descanso e autocuidado.
Essa exaustão pode estar ligada a fatores como sobrecarga de trabalho ou emocionais intensas; dificuldade em colocar limites, dizendo “sim” para tudo e todos; conflitos interpessoais e ambientes tóxicos; falta de reconhecimento ou sensação de estar sempre devendo; e o acúmulo de preocupações pessoais e profissionais sem espaço para pausas. Com o tempo, o corpo e a mente entram em estado de alerta constante, e a pessoa passa a se sentir esgotada física e emocionalmente.
Observar alguns dos sinais mais comuns em si ou em quem está por perto é essencial para buscar ajuda antes que o quadro se agrave. Alguns deles incluem:
> Cansaço constante, mesmo após o descanso;
> Alterações de humor, como irritabilidade, tristeza ou apatia;
> Dificuldade de concentração e queda no rendimento;
> Distanciamento emocional, quando a pessoa se isola ou evita interações;
> Sensação de vazio ou desânimo, como se tudo tivesse perdido o sentido;
> Sintomas físicos, como dor de cabeça, tensão muscular ou insônia.
“O processo para a recuperação do propósito de vida é um processo gradual e lento, que começa com autocompaixão e pausa. É importante lembrar que não precisa ser algo grandioso, às vezes, ele renasce nas pequenas coisas do dia a dia”, explica a psicóloga.
Alguns caminhos incluem reconectar-se com o que traz sentido e prazer, mesmo em pequenas doses; estabelecer novos limites e respeitar o próprio tempo; praticar o autocuidado de forma real e não como obrigação, mas como necessidade; reavaliar metas e prioridades, permitindo-se mudar o rumo quando for preciso; buscar apoio terapêutico, que ajuda a ressignificar experiências e reencontrar o equilíbrio.
De acordo com Flávia, a psicologia é uma aliada nesse processo por oferecer um espaço seguro de escuta e acolhimento, onde a pessoa pode compreender melhor suas emoções, identificar padrões que geram sobrecarga e aprender novas formas de lidar com o estresse.
“O psicólogo ajuda a reconhecer gatilhos e limites pessoais; desenvolver estratégias de enfrentamento mais saudáveis; resgatar a autoestima e o sentido de identidade e fortalecer o equilíbrio emocional e prevenir recaídas. A terapia não é apenas para ‘crises’, mas para quem deseja viver de forma mais leve, consciente e conectada consigo mesmo.”
@uniclincampos





