Depois de quase duas décadas de formação contínua e experiências diversas dentro do Direito, a advogada Maira Chebabe viveu um momento de consolidação profissional, expansão e reencontro com seu propósito no ano de 2025. O período marcou não apenas o fortalecimento de sua atuação jurídica, mas também de um novo modelo de advocacia voltada para um lado mais humano, acolhedor e centrado no diálogo.
“Meu 2025 foi muito influenciado pelas minhas formações e pela vontade de fazer diferente, porque eu acredito num mundo onde as pessoas consigam conversar mais, apesar da digitalização de tudo. Eu ainda acredito que a proximidade e o acolhimento que oferecemos no escritório fez e faz diferença na resolução dos conflitos.”
Formada em Direito pela UFRJ desde 2006, Maíra construiu uma trajetória rica em especializações, passando por uma pós graduação na Escola de Magistratura do Rio, a EMERJ, uma pós na Fundação Getúlio Vargas (FGV), e, em 2025, concluiu uma pós em Processo Civil na UERJ. Além disso, concluiu um curso de Comunicação Persuasiva em Harvard que, segundo ela, ampliou sua visão e abriu novas possibilidades.
A virada de chave veio quando decidiu seguir o caminho de abrir o próprio escritório.
“Eu segui no meu propósito de montar um escritório e tenho uma outra sócia que tem muito o meu perfil, a gente se dá muito bem. Está sendo surpreendente porque estamos com um boom de pessoas procurando pelo nosso serviço. Os meus clientes são pessoas que dão muito retorno, não estou falando do lado financeiro não, são pessoas que acabam trazendo demandas e como estamos acompanhando tudo muito de perto, dando a velocidade e buscando os acordos, a resolução imediata o mais rápido possível, os clientes ficam satisfeitos e retornam.”
Segundo Maira, o que ela mais recebia das pessoas era reclamação por falta de retorno de outros profissionais. Ela relata que era como se o advogado não tivesse o menor tipo de interesse nas suas necessidades. Foi a partir dessas questões que decidiu que o seu escritório seria um ambiente de acolhimento e respeito.
Segundo a advogada, esse cuidado se traduz em um atendimento próximo, ágil e humanizado, algo que considera raro no meio jurídico.
“A minha proposta foi trazer um ambiente diferenciado, em que as pessoas se sentissem acolhidas e com um feedback de tudo que a gente faz. Busco dar celeridade, que é uma coisa que o judiciário não entrega.”
A advogada explica que suas experiências a levaram para uma advocacia que aposta no diálogo e nos acordos antes da via judicial. O objetivo é mostrar novas possibilidades para conflitos que muitas vezes, poderiam ser resolvidos fora de processos longos e desgastantes. “Nem sempre se trata de razão, mas se trata de uma boa conversa. Eu estou aqui para ouvir, compor e ajudar a encontrar o melhor caminho.”
Apesar de buscar por acordos ao invés de litígio, ela afirma que quando precisa defender um cliente no Judiciário, assume a postura necessária para evitar injustiças.
“Eu sou uma pessoa do diálogo, mas se tiver que ir para o judiciário – que é uma coisa que eu não desejo para ninguém – eu vou fazer aquilo valer, porque eu não aceito injustiça. O que acho inadmissível é o não diálogo entre as partes.”
Na vida pessoal, Maira carrega a mesma resiliência, sensibilidade e fé positiva que aplica no Direito. Apaixonada por esportes desde sempre, já passou pelo judô, natação, corrida, pilates e tênis, mas em 2025 foi o ano em que realizou o sonho de correr a maratona de Nova York, considerada a mais icônica do mundo. Ela explica que não estava nas melhores condições, pois estava com três lesões que a tiraram do ciclo de treinos por meses, mas mesmo assim, se superou.
“Foi uma experiência que mostrou muito pra mim mesma sobre meu próprio potencial, mesmo com as lesões. Eu não consegui fazer o ciclo de treinos, não me sentia em condições de fazer a maratona, porque era uma prova com muita altimetria. As minhas lesões não me permitiam subir um meio fio, pois doia muito, mas consegui. Me lembro de correr a maratona com o pensamento ‘eu vou conseguir, não vai piorar a dor’. Pensei exatamente isso a prova inteira, até completar 43 quilômetros e deu certo. Isso disse muito sobre mim.”
Com muito amor pela profissão, Maira diz que sua missão para 2026 é continuar ajudando as pessoas na resolução de conflitos. “Minha expectativa para o próximo ano é que eu consiga trazer para as pessoas uma visão diferente dos conflitos.
Tenho percebido essa mudança, de que quem me procura, já chega mais aberto a refletir. Meu propósito é atingir as pessoas no amor, pois acredito, de verdade, que quando fazemos as coisas com amor e buscamos o bem, o resultado final vai ser sempre de acolhimento, de alívio, porque você estava buscando o melhor.”
@mairachebabe





