A avaliação neuropsicológica é um procedimento clínico-científico que analisa como o cérebro processa informações e como essas dinâmicas se expressam no comportamento, nas emoções e na aprendizagem. Por meio de entrevistas, observações e instrumentos padronizados, o profissional identifica o perfil cognitivo e funcional do indivíduo, integrando aspectos intelectuais, atencionais, executivos, emocionais e adaptativos. Na clínica Plenitude, esse processo de avaliação é realizado e tem se mostrado fundamental para a compreensão das necessidades de muitas pessoas.
“O processo é indicado em suspeitas de TDAH, TEA, dificuldades de aprendizagem, alterações de memória, mudanças comportamentais, quadros ansioso-depressivos com impacto cognitivo, sequelas neurológicas, declínio cognitivo em idosos e em qualquer situação em que haja dúvidas sobre o funcionamento cognitivo ou emocional”, explicou Francisco Delgado Gomes, psicólogo com especialização em Avaliação Psicológica, Psicodiagnóstico e Neuropsicologia.
A escuta começa na anamnese, momento em que o profissional coleta informações sobre história de vida, desenvolvimento, rotina e queixas. Durante a aplicaçãodos instrumentos, o psicólogo mantém postura ética, acolhedora e atenta às reações emocionais. Após a avaliação, é realizada uma devolutiva clara e cuidadosa, orientada ao entendimento do paciente ou da família, apresentando resultados, implicações e recomendações de forma compreensível e responsável.
“Em minha experiência, tem se revelado como verdades libertadoras para muitas pessoas que, enfim, encontram as respostas sobre o que as fazia sofrer, em especial, as estigmatizadas.”
O profissional explica que leva em média, cerca de 8 sessões, incluindo a anamnese, para concluir uma avaliação neuropsicológica. A avaliação pode ser realizada em qualquer idade, mas geralmente aplicadas de forma diferente a depender da faixa etária e objetivo. Em crianças pequenas, recorrem-se a instrumentos lúdicos e medidas de desenvolvimento; em crianças e adolescentes, aplicam-se testes formais que investigam aprendizado, atenção, memória e funções executivas; em adultos, o foco se volta para a organização cognitiva, impacto emocional e desempenho ocupacional; e em idosos, prioriza-se o rastreio de declínio cognitivo e quadros demenciais.
Segundo Francisco, é muito importante esclarecer que o conceito de neurodivergência é fundamental para compreender que variações no funcionamento cognitivo, emocional e comportamental fazem parte da diversidade humana. Em seus laudos, ele utiliza essa perspectiva para descrever perfis individuais de modo não reducionista, valorizando singularidades e evitando interpretações que rotulem ou estigmatizem. A neurodivergência, observa ele, permite reconhecer que essas condições não representam “falhas”, mas formas distintas de processamento que exigem compreensão, estratégias específicas e ambientes ajustados. Essa abordagem amplia o cuidado clínico, orienta intervenções mais precisas e favorece um olhar ético sobre o indivíduo, integrando ciência, funcionalidade e respeito à identidade de cada pessoa.
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