Através do desejo de tornar o mundo parte do cotidiano das crianças — e as crianças, parte ativa do mundo —, a Escola Científica sempre acreditou que educação é diálogo. Pensando nisso, eles desenvolveram a MiniONU com o intuito de dar voz aos pequenos e mostrar que, desde cedo, é possível pensar criticamente, escutar o outro e construir soluções coletivas. Com bandeiras, sotaques, músicas e encontros que celebram a diversidade do planeta, o evento acontece no segundo semestre e se torna um dos momentos mais simbólicos do calendário escolar.
“Nosso objetivo é que cada criança compreenda o valor da palavra e da escuta. A MiniONU é uma vivência de cidadania e empatia, em que os alunos aprendem que debater não é competir, mas compreender. Queremos formar sujeitos que saibam argumentar com respeito e atuar de forma colaborativa diante dos desafios do planeta” explicou Janaína Nascimento, sócia da Escola.
Desde a Educação Infantil, os alunos entram em contato com temas globais a partir de vivências, histórias e brincadeiras que despertam o olhar para o outro e para o cuidado com o mundo. Já no Fundamental, eles assumem o papel de delegados e pesquisam sobre diferentes países, culturas e problemáticas sociais. Tudo é conduzido de forma gradual, respeitando o nível de compreensão de cada faixa etária, mas sempre com a mesma intenção de formar cidadãos críticos e empáticos.
Por ser um exercício de convivência democrática, ou seja, um convite para pensar com o outro e não contra o outro, a MiniONU desperta múltiplas habilidades nos alunos como a argumentação, escuta ativa, empatia, autonomia, pensamento crítico, trabalho em grupo e expressão oral.
Toda a preparação começa com pesquisa e curiosidade. As crianças estudam sobre o país que representam, mergulham em seus costumes, histórias, músicas e sabores. “É um mergulho cultural, sensorial e afetivo. Durante esse processo, aprendem geografia, história, ciências sociais e, principalmente, humanidade”, pontuou.
Os temas debatidos variam de acordo com a idade, mas sempre giram em torno de questões globais e humanas como a sustentabilidade, direitos das crianças, diversidade cultural, migrações, desigualdades e paz mundial. Para a sócia, o mais bonito é ver como cada turma encontra um jeito de tornar o tema significativo para sua própria realidade.
A culminância do evento é um grande momento coletivo na Assembleia Geral da MiniONU, quando os delegados apresentam suas propostas e discursos diante da comunidade escolar. No mesmo dia, acontece a Feira das Nações, uma celebração cultural em que as famílias participam trazendo pratos típicos dos países representados, em uma explosão de cores, aromas e aprendizados, e um encontro entre saberes, sabores e afetos.
Para Janaína, as mudanças que o evento traz são visíveis e as crianças voltam mais seguras, abertas e conscientes de que suas ideias importam e são ouvidas. Através desse pertencimento, elas passam a demonstrar mais interesse por temas sociais e a compreender que toda mudança começa pelo diálogo.
“A MiniONU é um projeto que une razão e emoção, conhecimento e sensibilidade. É o mundo inteiro dentro da escola e a escola inteira conectada com o mundo. Aqui, acreditamos que educar é ensinar a falar, mas também a escutar. E quando uma criança aprende isso, o mundo inteiro começa a mudar.”
@escolacientifica





