O Ateliê que veste a casa

Vestir uma casa é a arte de traduzir a essência e a identidade de quem habita um espaço em cada detalhe, textura e peça. É uma prática artística íntima de harmonizar elementos para criar um lar que respire a história, os sonhos e a personalidade de cada pessoa, um lugar onde cada canto inspira bem-estar e autenticidade. Para o Ateliê Aqui, é sobre criar ambientes que abraçam e contam uma narrativa.

Por isso, os sócios Albite Coutinho, arquiteto e paisagista, e Paula Martins, arquiteta, unem suas visões e expertises para oferecer uma experiência completa de design e decoração que traduz os desejos e o jeito de ser de cada cliente.

Para eles, conforto, aconchego e beleza são pilares interligados na construção de um projeto. “O conforto é a base funcional e ergonômica, o aconchego é a emoção que o espaço evoca. E a beleza é a estética que encanta e eleva o espírito. Quando esses três elementos se conectam de forma fluida e elegante, eles geram um resultado final que nutre a alma, transformando um espaço em verdadeira qualidade de vida. É o equilíbrio entre o sentir e o viver”, explicou Paula.

Para transmitir bem-estar, é indispensável elementos que estimulem os sentidos de forma gentil e acolhedora como o uso de texturas orgânicas e materiais naturais, por exemplo, madeira e fibras, que trazem uma conexão com a natureza e um toque tátil agradável. Cores suaves e uma paleta harmoniosa, aliadas a uma boa funcionalidade e organização, também são importantes. Além disso, a inclusão de elementos afetivos e pessoais que contam a história do cliente, gerando identificação e pertencimento.

Um ponto importante destacado pelo arquiteto Albite é que a estética pode influenciar totalmente no humor e na qualidade de vida de quem habita o espaço. “Um espaço bem projetado, que reflete a personalidade do indivíduo e proporciona fluidez, pode gerar sensações de calma, inspiração e produtividade. Por outro lado, um ambiente desorganizado ou esteticamente desalinhado pode causar estresse e desmotivação. É um ciclo: a beleza visual contribui para o bem-estar mental e emocional, transformando a rotina diária e fortalecendo a sensação de segurança e acolhimento em casa”, afirmou.

Os materiais que a equipe mais adora utilizar para transmitir aconchego são os que evocam o tato e o calor, as madeiras naturais são consideradas sempre uma aposta. Em termos de texturas, priorizam tecidos como linho, algodão puro, tricôs e lãs em almofadas, mantas e cortinas, que convidam ao toque e adicionam uma camada de maciez. Quanto às cores, os sócios são fãs de paletas neutras e terrosas, como off-whites, beges, tons de cinza quentes, verdes suaves e azuis acinzentados, que criam uma base serena e atemporal, permitindo que a luz e os elementos naturais sejam protagonistas.

No Ateliê Aqui, as tendências são vistas como pontos de partida, jamais como regras. A prática artística dos arquitetos os posiciona como uma bússola, não como um norte. O foco central é a descoberta da identidade única de cada cliente. Através disso, eles utilizam as tendências como ferramentas para refinar, atualizar e adicionar um toque elegante ao projeto, mas sempre com o filtro da personalidade e dos valores do morador. O resultado é um ambiente atemporal, que dialoga com o contemporâneo, mas que, acima de tudo, comunica a verdade de quem o vive.

Paula acredita que cada projeto é uma história única, mas entre eles, há um específico que simboliza bem a proposta de vestir a casa. “O exemplo de projeto que vestimos uma casa foi a de uma residência onde o desafio era integrar peças herdadas da família a um estilo contemporâneo. Conseguimos harmonizar móveis de design assinado com estofados personalizados do Ateliê Aqui, cortinas que filtravam a luz de forma poética e uma curadoria de objetos que traduzem as paixões do casal. O resultado foi um ambiente que celebrava o passado com um olhar fresco para o futuro, com a história e a essência dos moradores”, compartilhou.

Toda a inspiração da dupla para criar ambientes que unem estética e funcionalidade é multifacetada e está em constante descoberta. É através de viagens, na arte, na natureza, na moda e até em conversas com pessoas de diferentes culturas que eles buscam suas próprias referências. A observação do cotidiano, a arquitetura vernacular e o design internacional também são fatores que alimentam a criatividade deles. “Acreditamos que a estética e a funcionalidade não são opostas, mas sim complementares: uma boa solução funcional, quando bem executada, sempre trará beleza. É nessa prática artística de conectar o útil ao belo, o sonho ao real, que encontramos nosso maior combustível criativo”, afirmou Albite.

O processo de atendimento desde o primeiro contato até a entrega é desenhado para ser uma jornada de descoberta e cocriação. Tudo começa com um primeiro contato íntimo e descontraído, muitas vezes com um café, onde a equipe de consultores busca entender os sonhos, rotinas e inspirações do cliente. A partir dessa escuta ativa, desenvolvem o conceito, apresentando referências e um projeto que começa a tomar forma. Em seguida, partem para a fase de curadoria e produção, onde as peças artesanais e itens selecionados do Ateliê são criados ou escolhidos. Já a entrega final é o momento de ver o cliente se encantar com o ambiente transformado, um espaço que realmente o representa e eleva sua qualidade de vida.

@atelieaqui