O Hospital Ferreira Machado (HFM) está prestes a viver um novo capítulo com a entrega da nova emergência. Com mais de 80 mil atendimentos por ano, a revitalização do principal hospital da rede de urgência da região Norte Fluminense representa uma reformulação estrutural e uma reconfiguração na forma como os atendimentos aos casos de urgência e emergência são realizados.
Segundo o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Arthur Borges, o hospital precisava de uma estrutura compatível com o porte e a complexidade dos casos que recebe diariamente.
“A revitalização foi motivada pela necessidade de modernizar a estrutura física da unidade para atender à crescente demanda da população, melhorar os fluxos assistenciais e garantir mais segurança, conforto e agilidade no atendimento aos pacientes”, explicou Arthur Borges Martins de Souza, presidente da Fundação Municipal de Saúde.
Guilherme Rangel, superintendente do HFM, explica que, juntamente com Arthur, buscaram referências em hospitais de excelência, como o Hospital das Clínicas de São Paulo, além de experiências internacionais de fluxos assistenciais segmentados para se inspirar e criar o projeto de revitalização. A proposta foi aprimorar o HFM em práticas eficazes baseadas na classificação de risco, priorizando a segurança do paciente, resolutividade e menor tempo de espera. “A separação clara de fluxos e a centralização do atendimento ao paciente crítico foram inspirações fundamentais”, afirmou Guilherme.
Entre as principais melhorias estão a separação dos fluxos horizontal e vertical, ampliação da área física, modernização dos consultórios, instalação de salas de estabilização mais equipadas e a criação de ambientes mais humanizados para os pacientes e profissionais.

“A nova estrutura proporciona um ambiente mais organizado, ágil e acolhedor, com fluxos mais claros e tempo de resposta mais rápido. Isso contribui diretamente para salvar vidas e reduzir o sofrimento dos pacientes e familiares”, destacou o superintendente.
A nova estrutura foi projetada para manter e qualificar a capacidade atual de atendimento, que gira em torno de 7.000 atendimentos mensais, mas agora com capacidade de 10.000 pacientes ao ano. O HFM continuará atendendo os casos de urgência e emergência de alta complexidade, como traumas, infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e outras situações críticas. No entanto, esses atendimentos serão feitos com maior eficiência, pois a nova sala de emergência terá capacidade de atender até quatro pacientes vítimas de trauma de modo simultâneo.
Além disso, a expectativa é que a novidade contribua para a redução do tempo de espera. “A separação de fluxos e a triagem mais eficiente permitirão que os pacientes sejam direcionados rapidamente ao tipo de atendimento mais adequado. Isso evita sobrecarga de determinados setores e otimiza o uso dos recursos, reduzindo o tempo de espera e aumentando a resolutividade”, afirmou Arthur Borges.
Segundo Guilherme Rangel, outro ponto fundamental do processo de transição foi o preparo da equipe. “Há 2 anos, houve um grande treinamento in loco com a equipe do Hospital Sírio Libanês durante 6 meses, já tornando o hospital mais eficiente e resolutivo. Atualmente, estamos promovendo treinamentos, simulações de atendimento e capacitações com foco no novo fluxo assistencial, protocolo de classificação de risco, uso dos novos equipamentos e integração entre as equipes. A ideia é garantir que toda a equipe esteja adaptada ao novo modelo desde o primeiro dia”, pontuou.

A emergência recebeu novos equipamentos como monitores multiparamétricos de última geração, ventiladores mecânicos modernos, desfibriladores automáticos, bombas de infusão inteligentes e equipamentos de ultrassonografia à beira-leito. Esses recursos são fundamentais para o atendimento rápido e eficaz de pacientes graves.
Para o presidente da FMS, a nova emergência do HFM é um marco na história da saúde pública de Campos. “Essa entrega representa um investimento direto na vida das pessoas, especialmente daquelas que dependem do SUS para atendimento de alta complexidade. Fortalece a rede regional de urgência e emergência e reafirma o compromisso do município com uma saúde pública eficiente, humana e resolutiva”, destacou Arthur.
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