O primeiro semestre da Escola Científica foi marcado pela 5ª edição da Mostra de Artes (MAEC) intitulada “A Natureza Ensina: A Arte de Viver em Harmonia!”. Através de um olhar biomimético, os alunos da educação infantil até o 8º ano realizaram exposições e apresentações de arte para explicar a importância da conservação da natureza com base em pesquisas e inspirações sobre os ciclos da vida, das formas da terra, o voo dos pássaros, os rios, cristais, teias, abelhas, cardumes e alcateias.
Janaína Nascimento, sócia-proprietária da escola, explicou como o evento funciona e sua importância para os alunos.
“Cada ano, a MAEC trabalha em um tema central, e o desse ano é um olhar biomimético, que significa o que a natureza tem a nos ensinar. As crianças são as protagonistas dessa história, e todas as paredes e salas se transformam em espaço de exposição aqui na Escola Científica”.
A professora do Pré-II, Myllena Chagas, teve como tema “O fluxo dos rios e adaptabilidade”, focando no Rio Paraíba do Sul, que passa pela cidade de Campos dos Goytacazes. Os alunos exploraram e apresentaram as atividades que são praticadas no rio, como a pesca e o remo, destacando a importância e valorização para a região, além de mostrar como o rio oferece recursos fundamentais, como a água, e os impactos da ação humana.
“Nós trouxemos alguns personagens, como os Caruanas para os povos Marajoaras, Oxum para o povo Yorubá, mostrando que o rio é sagrado, é sabedoria. E, quando a gente se relaciona bem com essa natureza, a gente se olha como natureza também”, explicou Myllena.
A professora de artes e coordenadora de eventos da escola, Quélen Fesani, reforçou que o evento é fruto de um trabalho coletivo desenvolvido desde o início do ano.
“A Mostra é um momento em que a escola consegue colocar tudo que ela trabalha em relação à arte e aos temas ao longo do ano em um dia só. Então, a gente trabalha a arte dentro da escola de forma criativa, buscando aguçar a criatividade das crianças e também trabalhar a questão do coletivo, da criação coletiva. Se um amigo não tem muita habilidade, coordenação fina, a gente busca ajudá-lo para que todos coloquem um pouquinho da sua arte pra fora e faça com que essa exposição seja não só de uma ou duas crianças, ou do professor, e sim de todo mundo”.
Para os responsáveis, a iniciativa amplia o olhar das crianças sobre o mundo.
“Eu fico muito contemplada em saber que, desde a primeira infância, as minhas filhas têm a oportunidade de conviver artisticamente e produzir peças e objetos que significam a arte e a expressão dos sentimentos delas. Eu fico feliz porque, na minha época, a arte era algo muito distante e as crianças vivenciam isso cotidianamente aqui na escola”, pontuou Juliana Cordeiro, mãe da aluna Teresa, do 3º ano, e de Helena, do 6º ano.
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