A medicina que escuta a dor

Mais do que apenas um sintoma, a dor pode se tornar uma condição crônica que compromete a qualidade de vida e o bem-estar físico e emocional de quem sofre. A Medicina da Dor surge como uma especialidade dedicada à avaliação, diagnóstico e tratamento dessa complexidade e atua de forma multidisciplinar para tratar das diversas formas de dor, especialmente aquelas que persistem além do tempo esperado de cicatrização, como a dor crônica.

Em Campos dos Goytacazes, a Clínica Piassi é referência nesse tipo de cuidado, oferecendo atendimentos personalizados para cada caso com o objetivo de aliviar o sofrimento e promover o bem-estar dos pacientes.

Sob os cuidados de Dr. Eduardo Piassi Lopes e Dra. Lara Martini Siqueira, a clínica reúne tecnologia de ponta, atendimento humanizado e uma abordagem integrada no alívio da dor, onde ambos atuam com foco em tratamentos minimamente invasivos e medicina de precisão.

Eduardo Piassi, de 48 anos, é neurocirurgião com subespecialização em cirurgia da coluna vertebral, formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência médica em Neurocirurgia no Hospital Naval Marcílio Dias e pós-graduação em Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral no Hospital Pierre Wetheimer, em Lyon, na França. Ao longo da formação, também atuou em centros de excelência em dor e regeneração tecidual.

Lara Martini, de 31 anos, é formada pela Faculdade de Medicina de Campos, com pós-graduação em Dor pelo Hospital Israelita Albert Einstein e formação em pós-graduação em Intervenção em Dor guiada por Ultrassonografia, além de cursos em Medicina Intervencionista da Dor pela SinPain. Além disso, é membro da Sociedade América Latina de Dor.

A escolha pela área por Lara foi movida pelo desejo de aliviar o sofrimento físico e devolver a qualidade de vida aos pacientes.

“Sempre quis uma área em que eu pudesse trazer alívio e conforto aos que sofrem. Foi por esta razão que escolhi ser médica. Sou apaixonada pelo que faço e devolver a alegria e a qualidade de vida a alguém que sofre é minha maior recompensa”, afirmou Lara.

Enquanto Eduardo sempre foi fascinado pelo sistema nervoso e pela complexidade da coluna vertebral.

“Sempre fui fascinado pelo sistema nervoso e seu papel central na funcionalidade do corpo humano. A coluna vertebral, sendo o eixo de sustentação e proteção da medula espinhal, representa uma área fundamental e desafiadora. A possibilidade de devolver mobilidade e qualidade de vida a pacientes com dor incapacitante foi determinante para essa escolha”, compartilhou Eduardo.

Com pacientes que vêm não apenas de Campos, mas de diversas cidades do Norte e Noroeste Fluminense, e até de outros estados do país, a clínica se destaca por oferecer desde tratamentos conservadores até procedimentos de alta tecnologia. Entre os serviços oferecidos estão Reabilitação física especializada; Infiltrações e bloqueios guiados por Ultrassom; Mesoterapia; Terapias injetáveis com ácido hialurônico e toxina botulínica; Terapia por Ondas de Choque Focais com tecnologia alemã; Laserterapia de Alta Potência; Terapias Regenerativas com fatores de crescimento e células-tronco.

Em entrevista com a Revista Fever, os médicos responderam sobre a medicina da dor e compartilharam histórias marcantes de sua trajetória profissional.

Fever – Quais regiões do corpo a Medicina da Dor trata?

Lara – Todo o corpo. A medicina da dor é uma área de atuação que veio para estudar, entender e apartar as dores crônicas, sejam elas de origem radicular, musculoesqueléticas, articulares ou mesmo fibromialgia, por exemplo. A dor é multifatorial, e engloba aspectos emocionais, nutricionais e psicológicos. E o médico da dor se dedica a estudar e aliviar essas dores na raiz.

Fever – Existem categorias diferentes para cada tipo de dor?

Lara – Temos três grandes categorias que são as dores nociceptivas, ou seja, aquela dor causada por uma lesão, uma dor aguda. A dor neuropática, quando envolve acometimento nervoso e radicular. E ainda as dores nociplásticas, que teriam como o maior exemplo a fibromialgia. Hoje, nós ainda contamos com um novo e muito atualizado conceito de dor, que seria a Dor Total. Este conceito engloba os aspectos emocionais, financeiros, psicológicos e espirituais da dor.

Fever – Como são feitos os tratamentos intervencionistas da dor?

Eduardo – Cada paciente é avaliado de forma integral para ter um tratamento personalizado. No consultório, os tratamentos intervencionistas são realizados com toda a segurança e conforto, com anestesia local ou sedação e todos guiados por ultrassonografia, para garantir o máximo de precisão possível. Já os tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos são realizados com pequenas incisões, sob sedação, com auxílio de tecnologias como vídeoendoscopia, ultrassonografia e intensificador de imagem. Isso reduz o trauma cirúrgico, acelera a recuperação e minimiza complicações.

Fever – Quais são os cuidados preventivos que as pessoas devem ter desde cedo para evitar problemas futuros de dor crônica?

Lara – Se eu puder dar um conselho a todos será: se movimente. Independente da idade, do esporte, ou mesmo das limitações. Se movimente como puder, comece devagar e evolua respeitando seu corpo. Um corpo saudável, com boa nutrição, sono de qualidade, boa reserva muscular, tem menores chances de desenvolver dores crônicas. E ainda, cuide da saúde mental, pois a forma como gerenciamos as nossas emoções pode sim agravar ou atenuar fortemente nossa percepção de dor. É por isso que devemos cuidar do paciente de forma integral e completa, não apenas com medicamentos analgésicos. A medicina da dor vai muito além. Precisa de um olhar atento.

Eduardo – A prevenção para dores, principalmente na coluna, começa com hábitos de vida saudáveis como manter o peso corporal adequado, fortalecer a musculatura do core (abdômen e lombar), praticar atividades físicas regulares, manter boa postura no trabalho e durante o sono, e evitar o sedentarismo. Além disso, é importante evitar o carregamento inadequado de peso.

Fever – Para quem sofre com a dor, o que pode ajudar no dia a dia?

Lara – A prática de atividade física, boa alimentação, um sono reparador e acompanhamento psicológico são ferramentas que podem ajudar bastante. Uma fisioterapia personalizada, a prática regular de alongamentos e fortalecimento, o uso de ergonomia adequada no dia a dia e intervenções minimamente invasivas também podem oferecer alívio significativo.

Fever – Quais são os benefícios das cirurgias minimamente invasivas?

Eduardo – Essas cirurgias preservam estruturas anatômicas, geram menos dor no pós-operatório, menor risco de infecção, tempo de internação reduzido e retorno precoce às atividades habituais e laborais. Isso representa um grande avanço em relação às cirurgias convencionais.

Fever – Quais mitos vocês mais escutam no consultório?

Lara – Muitos acreditam que toda dor nas costas exige cirurgia ou que o repouso absoluto é o melhor tratamento, o que não é verdade. Outro mito comum é o medo exagerado de procedimentos minimamente invasivos, que na verdade são mais seguros do que tratamentos prolongados com medicações orais.

Fever – O que gostariam que as pessoas soubessem sobre dor na coluna?

Eduardo – Que a dor na coluna não deve ser considerada “normal” nem algo a ser suportado por tempo indefinido. Hoje, temos recursos modernos e efetivos para tratar a dor com segurança e bons resultados, mesmo sem recorrer a grandes cirurgias.

Fever – Existe algum caso que marcou vocês?

Eduardo – Uma paciente com hérnia de disco extrusa lombar, com dor incapacitante há mais de 6 meses. Realizamos uma cirurgia endoscópica, com alta no mesmo dia e retorno às atividades em menos de três semanas. Ver a transformação na qualidade de vida dessa paciente foi extremamente gratificante.

Lara – Uma paciente com depressão por conta da dor crônica há mais de 20 anos que acompanhamos de perto até conseguirmos um alívio importante, e mais do que isso, ela voltou a sorrir e a passear com os filhos e netos. Isso não tem preço.

Fever – Por que escolheram atuar em Campos dos Goytacazes?

Lara – Temos raízes e vínculos com a cidade. Acreditamos que Campos tem grande potencial para oferecer medicina de excelência. Nosso propósito é trazer o que há de mais moderno na medicina da dor e no tratamento da coluna vertebral, sem que o paciente precise se deslocar para os grandes centros urbanos.

Fever – A relação com o paciente é um dos pilares essenciais quando se lida com pessoas. Como vocês buscam tornar o atendimento e todo o processo mais acolhedor?

Lara – Nosso objetivo é oferecer uma jornada completa de cuidado. Desde a primeira consulta, o paciente recebe atenção de uma equipe treinada, com pré-consulta, anamnese completa, exames diagnósticos no local, como bioimpedância e termografia, além de acompanhamento próximo pelo WhatsApp. Humanizamos o processo com escuta ativa, clareza na comunicação e empatia.

Fever – Quais os planos futuros?

Lara – Nosso plano é expandir a atuação da Clínica Piassi, ampliando os serviços tecnológicos e reabilitacionais. Estamos criando um centro de ensino digital para pacientes com dor crônica. No plano pessoal, seguimos investindo em capacitação contínua, pesquisa e inovação em técnicas minimamente invasivas.

Eduardo – Também temos alguns outros projetos em andamento, como mentorias para outros médicos que quiserem desenvolver os mesmos protocolos de tratamentos que usamos, que são o resultado da lapidação de mais de 20 anos de experiência.

@dralaramartini

@dreduardopiassi

Sob os cuidados de Dr. Eduardo Piassi e Dra. Lara Martini, a clínica Piassi reúne tecnologia de ponta e atendimento humanizado