Subir uma escada, caminhar alguns quarteirões ou até mesmo aproveitar uma festa podem se tornar tarefas difíceis quando a circulação sanguínea não vai bem. De acordo com a fisioterapeuta Flávia Miranda, especialista em angiologia e linfologia, a circulação pode ser comparada com as estradas: se estão comprometidas, o trânsito não flui.
“Os vasos sanguíneos levam oxigênio e nutrientes para o corpo inteiro. Se essas estradas estiverem comprometidas, todo o funcionamento do organismo sofre. Então, cuidar da saúde vascular é garantir uma circulação eficiente, energia para o dia a dia e mais qualidade de vida no futuro”, explicou.
As doenças vasculares abrangem diferentes condições, algumas silenciosas e outras de evolução rápida, que podem limitar a rotina dos pacientes. Entre as mais comuns estão a trombose venosa profunda, a insuficiência venosa crônica(varizes), o linfedema e o lipedema. Também entram na lista os aneurismas, que a fisioterapia não atua diretamente, mas ajuda no pós-operatório, além de complicações ligadas ao diabetes, que afetam toda a circulação.
A perda de autonomia, segundo a especialista, é um dos reflexos mais preocupantes das doenças vasculares. Sintomas como dor, inchaço (edema), cansaço nas pernas e dificuldade para caminhar comprometem atividades simples e prazerosas. “Isso tira a autonomia, limita desde ações do cotidiano até momentos de lazer, e passa a depender de cuidados constantes como enfaixar a perna. Em situações mais graves, pode evoluir para úlceras. Então, cuidar dos vasos é cuidar dessa liberdade de se movimentar sem dor, principalmente”, pontuou.
A boa notícia é que a prevenção está ao alcance de todos, não exige medidas complexas como praticar exercícios físicos regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar longos períodos sentado ou em pé e usar meias de compressão quando houver indicação médica. O acompanhamento periódico com um angiologista também é fundamental. “A fisioterapia vascular atua tanto na prevenção quanto no tratamento, ajudando a manter a circulação saudável. O ideal é que quem já tem casos na família redobre os cuidados e faça avaliações periódicas”, explicou Flávia.
Embora a atenção à saúde vascular seja ainda mais importante a partir dos 30 ou 40 anos, quando inchaço e varizes começam a aparecer, a atenção não deve se restringir apenas à fase adulta. Segundo a fisioterapeuta, problemas vasculares podem ser genéticos ou desenvolvidos ao longo da vida. Além disso, mesmo os mais jovens podem apresentar alterações vasculares em alguns casos devido ao sedentarismo, má alimentação, sobrepeso, o uso de hormônio e até genética podem antecipar alguns problemas.
Para Flávia, a saúde vascular deve ser entendida como um investimento no presente e no futuro. “A especialidade médica de angiologia e a fisioterapia Dermato funcional em angiologia são grandes aliados no processo de prevenção e tratamento. Na minha clínica, utilizo de recursos modernos para melhorar a circulação, reduzir sintomas e desenvolver a autonomia do paciente. Com hábitos saudáveis e acompanhamento profissional, é possível evitar complicações e viver com mais qualidade de vida”, concluiu.
@flaviamirandafisio




